Odete Alves Cerqueira Pereira, 60, confessou ter mandado matar o
namorado, Paulo Gerson Benício da Silva, 22. De acordo com a Polícia
Civil de Goiás, o crime se deu porque a vítima se recusou a se casar com
Odete, além de traí-la com mulheres mais novas.
O casal se relacionava
havia cerca de seis meses. O assassinato aconteceu na própria casa da
acusada, em Luziânia (a 196 km de Goiânia). O corpo do eletricista foi
encontrado no último sábado (29). Odete contratou um casal para matar o
namorado. Edinardo Ribeiro Júnior, 21, e a companheira de 17 anos
receberam R$ 300 e um aparelho celular pelo serviço. Segundo o delegado
do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Luziânia, o rapaz
aplicou um golpe denominado “mata-leão” na vítima, que tinha acabado de
chegar do trabalho, e depois o asfixiou com um lençol. “A menor, Odete e
Júnior colocaram o corpo de Silva num carro e o jogaram num matagal na
zona rural de Luziânia, onde teriam ateado fogo no corpo. Alguns dias
depois, Odete chegou a registrar um boletim de ocorrência, na delegacia,
para noticiar um suposto desaparecimento do companheiro”, afirma o
delegado Eduardo Gomes. Ao delegado, a idosa disse estar arrependida do
crime. Ela conta que não fez nada para impedir o assassinato, pois
estava magoada com a vítima e que ele havia tentado terminar o
relacionamento algumas vezes. “Ele não queria assumir o relacionamento
perante aos amigos e familiares e supostamente estava tendo casos com
meninas mais novas. Odete teria dito a ele que, se ele não fosse dela,
não seria de mais ninguém.” A ossada do eletricista foi encontrada em um
matagal nas proximidades do Parque de Exposição de Luziânia. Quem levou
a Polícia Civil até lá foi o suspeito Edinardo Júnior. Ele e Odete
responderão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção
de menor, podendo pegar até 37 anos de prisão. Já a adolescente ficará
internada em uma unidade para crianças e adolescentes infratores.
(Aratu)
