Dois dos sete presos na Bahia durante a Operação Lammer, deflagrada na
manhã desta quarta-feira (02) pela Polícia Federal em parceria com o
Ministério Público Federal (MPF-BA), são bacharéis em Direito. Segundo
informações do delegado Marcelo Siqueira, chefe da Delegacia da PF em
Vitória da Conquista, a dupla tinha participação ativa no grupo,
arregimentando novas pessoas para participar do golpe. Além deles,
também foram presos programadores de internet, responsáveis por espalhar
vírus em computadores das vítimas.
Outros dois integrantes do esquema
foram presos em São Paulo durante a operação. Especializada em roubar
dados bancários através da internet, a quadrilha, que já atuava há pelo
menos cinco anos, utilizava o dinheiro oriundo das fraudes para efetuar
pagamentos de boletos bancários, taxas de licenciamento de veículos,
contas de água, luz, telefone e TV a cabo. Os nomes dos integrantes do
esquema não foram divulgados pela PF. “Eles enviavam o vírus que
conhecemos como ‘Cavalo de Tróia’ para o computador de pessoas em vários
estados.
Através do vírus eles conseguiam obter dados bancários das
vítimas e faziam as transações dessas contas bancárias para as contas de
terceiros. O papel dos bacharéis era arregimentar pessoas para quem
eles faziam pagamentos de boletos com o dinheiro oriundo da fraude a
preços menores”, explicou o delegado, que não soube estipular o valor
movimentado pela quadrilha. Ainda de acordo com a polícia, os
integrantes do esquema também possuíam terrenos e apartamentos
adquiridos com o dinheiro desviado. Todos os presos na Bahia foram
encaminhados para o presídio de Vitória da Conquista. Já os presos em
São Paulo foram encaminhados para o sistema prisional do estado.
*Informações do Correio24h.
