05 fevereiro 2016

Grávidas devem redobrar cuidados para evitar Zika, recomenda Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou nesta sexta-feira (5) ter comprovado a presença do vírus Zika, com potencial de provocar infecção, em amostras de saliva e de urina. Assim, fez uma série de recomendações para grávidas.
A grande preocupação é que o aumento de casos de microcefalia em bebês possa estar associado à Zika, com potencial de causar malformação no cérebro de bebês e doenças cognitivas. Mesmo não comprovada a transmissão por fluidos, as recomendações da Fiocruz são as mesmas de outras doenças transmissíveis pela saliva e devem ser seguidas à risca por mulheres grávidas.
A Fiocruz recomenda às gestantes evitar o compartilhamento de copos, talheres. Na possibilidade de estar em contato com alguém que possa estar com a infecção, não beijar. Evitar aglomerações, com pessoas se esbarrando e com a possibilidade de a gestante entrar em contato com a saliva de outras pessoas.
Às vésperas do carnaval, as orientações para os demais foliões são mais brandas, já que geralmente os sintomas da Zika são considerados leves e não causam complicações de saúde.
Os cientistas da Fiocruz disseram que as pesquisas para detalhar a transmissão da Zika por saliva e urina estão em curso. Mas, até agora, a melhor forma de combater e prevenir a doença é a destruição de criadouros do mosquito Aedes aegypiti, único com capacidade comprovada de passar o vírus.