A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou nesta sexta-feira (5) ter
comprovado a presença do vírus Zika, com potencial de provocar infecção,
em amostras de saliva e de urina. Assim, fez uma série de recomendações
para grávidas.
A grande preocupação é que o aumento de casos de microcefalia em
bebês possa estar associado à Zika, com potencial de causar malformação
no cérebro de bebês e doenças cognitivas. Mesmo não comprovada a
transmissão por fluidos, as recomendações da Fiocruz são as mesmas de
outras doenças transmissíveis pela saliva e devem ser seguidas à risca
por mulheres grávidas.
A Fiocruz recomenda às gestantes evitar o compartilhamento de copos,
talheres. Na possibilidade de estar em contato com alguém que possa
estar com a infecção, não beijar. Evitar aglomerações, com pessoas se
esbarrando e com a possibilidade de a gestante entrar em contato com a
saliva de outras pessoas.
Às vésperas do carnaval, as orientações para os demais foliões são
mais brandas, já que geralmente os sintomas da Zika são considerados
leves e não causam complicações de saúde.
Os cientistas da Fiocruz disseram que as pesquisas para detalhar a
transmissão da Zika por saliva e urina estão em curso. Mas, até agora, a
melhor forma de combater e prevenir a doença é a destruição de
criadouros do mosquito Aedes aegypiti, único com capacidade comprovada
de passar o vírus.
