Os parlamentares federais retornam às atividades na Câmara dos Deputados
no próximo dia 1º de fevereiro e o assunto que vai esquentar reuniões,
sessões e Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs) continua sendo o
processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Contudo,
agora haverá um agravante: as denúncias contra o ministro da Casa Civil e
ex-governador da Bahia, Jaques Wagner.
De acordo com o deputado federal e membro da CPI dos Fundos de Pensão,
Paulo Azi (DEM), o clima vai continuar “tenso e pesado”. Em conversa com
o Bocão News, nesta segunda-feira (11), o demista reforça o pedido de
convocação do ministro para a prestar esclarecimentos ao colegiado. “A
Câmara vai reiniciar com o processo de impeachment contra Dilma. O país
continua com um quadro de crise econômica e isso projeta um ano muito
tenso na Câmara. Essas denúncias contra Jaques Wagner vieram jogar fogo
nessa fogueira, que estava calma. Trata-se do segundo homem da
República. Claro que ele tem a favor o direito de se explicar, mas são
denúncias graves que merecem, da parte do ministro, esclarecimentos para
a população”, reforça.
A data para a convocação será definida após aprovação do requerimento
pelo colegiado, de autoria do próprio demista baiano e Raul Jungmann
(PPS-PE). O DEM e o PPS tem como fundamento conversas no celular do
ex-presidente da OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, que indicam suposta
atuação de Wagner na intermediação de negócios entre a empresa e fundos
de pensão.
Se as denúncias contra Wagner podem respingar no atual governador da
Bahia, Rui Costa, o deputado disse ser “imprevisível”. “É imprevisível o
que pode acontecer. Quando as pessoas me perguntam qual será o desfecho
disso tudo digo que é imprevisível, pois estamos diante de algo
imponderável. A cada dia surge novos indícios de corrupção. Wagner era
um dos únicos nomes do PT que não estava envolvido nessa lama, mas agora
ele terá que se explicar e vamos cobrar”, requereu.
Bocão News
