Os médicos reguladores aprovaram a deflagração de uma greve na Bahia,
por tempo indeterminado a partir de quinta-feira (14/1). Eles pedem
melhorias nas condições de trabalho e retorno do pagamento do adicional
de insalubridade, que foi cortado em novembro. De acordo com Sindicato
dos Médicos (Sindimed), a categoria não aceita a redução da remuneração e
exige o retorno imediato do pagamento do adicional. Eles também alegam
que os profissionais recebem cerca de mil solicitações de regulação por
dia na Central, mas só conseguem atender entre 10 a 15% da ocorrências,
porque a estrutura da rede hospitalar não consegue atender a demanda.
Diante disso, eles têm três minutos para avaliar cada solicitação e
definir a prioridade do caso. Eles consideram que esse tempo não é
suficiente para analisar adequadamente cada situação. A Sesab informou,
por meio de nota, que mantém negociação com a categoria e argumentou que
a “retirada da insalubridade foi uma ação correcional realizada por
meio da Secretaria da Administração do Estado (Saeb), também respaldada
por orientação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e da Auditoria
Geral do Estado (AGE), que identificaram irregularidades na prática
remuneratória destes adicionais”. Mesmo assim, a Sesab diz que o
servidor que considere que exerce atividade insalubre deve procurar o
setor de Recursos Humanos de sua unidade, solicitando reavaliação pela
Junta Médica do Estado
