A Bahia registrou até o dia 3 deste mês,
150 casos suspeitos de microcefalia neste ano, de acordo balanço
divulgado nesta segunda-feira (7/12), pela Secretaria de Saúde do Estado
da Bahia (Sesab.. Dos casos, 86 foram confirmados e já seguem os novos
padrões adotados pelo Ministério da Saúde no último dia 4, em
consonância com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que diminui de 33
cm para 32 cm a medida do crânio que apresenta microcefalia. Seis óbitos
foram notificados em Salvador (1), Itapetinga (1), Olindina (1),
Tanhaçu (1), Camaçari (1) e Itabuna (1), porém não consta a informação
do perímetro cefálico, informa a Sesab. As cidades com maior número de
suspeitas que têm indicativo de perímetro são Salvador (53), Lauro de
Freitas (4) e Camaçari (3).
A Sesab ressalta que a suspeita,
notificação e registro oportuno de casos de microcefalia são
fundamentais para desencadear o processo de investigação, visando à
identificação das prováveis causas, assim como o acompanhamento da
evolução destes casos. Dessa forma, todos os casos identificados de
microcefalia que se enquadram na definição do Ministério da Saúde, devem
ser comunicados imediatamente, até 24 h, pela equipe do estabelecimento
de saúde onde foi realizado o diagnóstico. O Ministério da Saúde
confirmou a relação entre o zika vírus e os casos de microcefalia na
região Nordeste, a partir da confirmação do Instituto Evandro Chagas, do
micro-organismo em amostras de sangue e tecidos de um bebê nascido no
Ceará, mas que acabou morrendo. A criança apresentava microcefalia e
outras malformações congênitas. A situação reforça o apelo do ministério
para a mobilização nacional no combate ao mosquito Aedes aegypti,
responsável pela disseminação da dengue, zika e chikungunya.
