O instável
clima em que vive o país parece que pegou também em Itapetinga. Não que
exista algum movimento pelo afastamento do prefeito, porque a linha
sucessória é de assustar aos mais experientes observadores da cena
política dessa cidade, que logo estará completando 63 anos.
A falta de
respaldo popular do “governo José Carlo Moura” faz com que muita gente que
tem usufruído das benesses do governo se assanhe para “tirar o time”,
“abandonar o barco” e buscar abrigo em outras plagas. É aquele pessoal
que não consegue viver sem estar no governo, o que não significa
necessariamente poder.
É uma turma
que fica observando a temperatura política, querendo saber dos
resultados de todas as enquetes e pesquisas. O interesse é saber para
onde caminhar sem grandes constrangimentos e sobressaltos. O rumo é
sempre procurar ficar com quem a brisa aponta como vencedor.
De um modo
geral são pessoas de “classe média”, buscando manter o padrão de vida a
custa do poder público. É a escola privada dos filhos e o carro do ano
do papai ou até mesmo o segundo carro da casa para mamãe ir à feira:
nada que implique em alguma perda mais contundente, digamos assim. A
“sofrência” não é tão grande. É uma questão de status.
Esse grupo,
embora tenha o discurso de amor por Itapetinga ou coisa semelhante, na
prática o único afeto que possuem é pela manutenção a qualquer custo do
padrão de vida, com qualquer que seja o prefeito.
Os políticos para ganhar a eleição precisam conhecer o espírito dessa gente tão interessada em si mesma e tão pouco na cidade.
